Os pais da criança, ambos com 19 anos, foram presos em flagrante e tiveram suas prisões convertidas em prisão preventiva após audiência de custódia realizada pela Justiça da Paraíba. Ambos responderão por homicídio qualificado e omissão.
De acordo com informações fornecidas pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) da cidade, o laudo pericial revelou detalhes estarrecedores sobre o crime: Foram contabilizados 24 golpes de faca no corpo do recém-nascido. 13 ferimentos foram na parte posterior (costas e braços) e 11 na parte frontal (abdômen, rosto e tórax). Uma das facadas perfurou o coração da vítima. Segundo o perito responsável, o bebê não teve morte imediata e agonizou antes de vir a óbito.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado pela Polícia Militar, mas ao chegar ao local, a criança já foi encontrada sem sinais vitais em cima de uma cama.
Após a prisão em flagrante, o pai foi encaminhado para o Presídio Masculino Romero Nóbrega e a mãe para o Presídio Regional Feminino, ambos na cidade de Patos.
Em depoimento à Polícia Civil, o casal que já estava separado há algum tempo e teria se reencontrado na casa apenas para a retirada de móveis apresentou depoimentos completamente contraditórios, trocando acusações mútuas sobre quem teria praticado o crime.
A equipe do delegado encarregado trabalha atualmente com duas hipóteses principais: A mãe teria praticado o ato sozinha. O pai participou diretamente do crime ou se omitiu enquanto o fato acontecia. Em uma das versões apresentadas, a mãe alegou ter filmado a ação com o celular. Contudo, em vistoria preliminar no aparelho, a polícia não encontrou nenhum registro em vídeo. O telefone foi apreendido e passará por perícia técnica detalhada.
A brutalidade do crime provocou forte comoção e indignação na comunidade local. Na madrugada seguinte ao ocorrido, vizinhos e moradores da região invadiram a residência onde a tragédia aconteceu.
Objetos e móveis do imóvel, incluindo uma cama e um colchão, foram arrastados para a rua e queimados. A Polícia Militar realizava rondas na área, mas o ato de vandalismo ocorreu nos intervalos das passagens das viaturas.
A Polícia Civil esclareceu que o ato de revolta não comprometeu a investigação, pois a perícia na cena do crime já havia sido concluída no dia anterior. As autoridades agora trabalham para identificar e responsabilizar os autores do arrombamento e do incêndio.
Com a conversão da prisão para preventiva, os suspeitos permanecerão custodiados enquanto as investigações avançam. A polícia continua ouvindo testemunhas, vizinhos e aguarda a conclusão dos laudos do celular apreendido e do Instituto de Polícia Científica (IPC-PB) para fechar o inquérito policial. Com o G1
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