O ataque aconteceu em um imóvel na Rua Lírios do Vale, onde o espaço religioso funciona há aproximadamente três meses. No momento da ocorrência, os participantes cantavam e tocavam durante uma celebração dedicada a Exu.
Segundo o relato de Vivianne Santos, nora da mestra Ana Paulina, antes dos tiros um homem teria gritado do lado de fora uma frase contra a prática religiosa realizada no local. Pouco depois, foram ouvidos pelo menos quatro disparos, além do barulho de pedras sendo lançadas contra o telhado.
Os tiros deixaram marcas em diferentes pontos do terreiro. Foram identificados buracos no muro de tijolos, no portão de ferro e na parede da frente do imóvel. Três cápsulas de munição também foram encontradas na área externa.
De acordo com Vivianne, os disparos ocorreram por volta das 14h10. Apesar do ataque e da possibilidade de interrupção da atividade, os participantes decidiram continuar a celebração.
A Polícia Militar chegou ao local por volta das 16h45. Os policiais recolheram as cápsulas encontradas e registraram as informações apresentadas pelos integrantes do terreiro. A corporação informou que realizou rondas para tentar localizar os envolvidos, sem sucesso.
Peixinhos possui forte presença da população negra. Dados do Censo 2022 apontam que 2.345 dos 2.912 moradores do bairro são negros, o equivalente a 80,53% da população local.
Até o fim da tarde do domingo (20), segundo as informações disponíveis, a ocorrência ainda não havia sido registrada pela Polícia Civil.

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