Na Polícia Militar, a situação é considerada preocupante. Atualmente, a corporação conta com 10.309 policiais, enquanto a legislação prevê um efetivo de 18.935 militares. Isso significa que apenas 54,4% das vagas estão preenchidas, o pior índice entre os nove estados nordestinos.
O cenário é ainda mais crítico na Polícia Civil. O estudo mostra que a Paraíba possui apenas 1.640 policiais civis em atividade, diante de um quadro previsto de 6.900 servidores, evidenciando um déficit expressivo que compromete a capacidade de investigação e o atendimento à população.
Entre os estados nordestinos, a taxa de preenchimento da Polícia Militar é:
Paraíba: 54,4% (maior déficit).
Pernambuco: 56,3%
Piauí: 56,6%
Alagoas: 57,8%
Rio Grande do Norte: 64,4%
Bahia: 64,6%
Maranhão: 73,2%
Sergipe: 82,4%
Ceará: 100,4% (único estado da região, e um dos poucos do país, com o quadro completo).
O Ceará é o único estado do Nordeste com índice acima de 100% de preenchimento e está entre os poucos estados brasileiros que superam o efetivo previsto.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a escassez de profissionais impacta diretamente o combate à criminalidade, reduz a capacidade de resposta das forças policiais e aumenta a sobrecarga dos agentes que permanecem na ativa.
O levantamento reúne dados oficiais enviados pelos estados e traça um panorama da estrutura das forças de segurança em todo o país. O resultado coloca a Paraíba em alerta quanto à necessidade de investimentos na recomposição dos efetivos, por meio da realização de concursos públicos e do fortalecimento das instituições responsáveis pela segurança da população.
G1 PB

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