Em Goiana, na Zona da Mata Norte pernambucana, quatro vítimas foram encontradas em situação caracterizada como trabalho análogo à escravidão. As investigações revelaram a existência de uma estrutura organizada que mantinha casas de prostituição sob o comando de uma mesma proprietária, com a administração compartilhada entre familiares.
Segundo os órgãos responsáveis pela apuração, as trabalhadoras eram submetidas a um sistema de endividamento contínuo. Gastos com alimentação, itens de higiene, vestuário, procedimentos estéticos e outros serviços oferecidos pelos próprios responsáveis eram cobrados por valores elevados, dificultando qualquer possibilidade de quitação.
Em diversas situações, os ganhos obtidos pelas mulheres eram absorvidos por essas cobranças, mantendo-as presas ao esquema. Também havia metas de venda de bebidas e petiscos, acompanhadas de penalidades financeiras para quem não atingisse os resultados exigidos.
As vítimas relataram ainda uma rotina marcada por longas jornadas, com permanência obrigatória nos estabelecimentos durante grande parte do dia e da noite, aguardando clientes mesmo quando não estavam realizando programas.
Com o Portal de Prefeitura

Nenhum comentário:
Postar um comentário