A decisão, prevista para ser oficializada no dia 7 de maio, é alvo de duras críticas do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, que classifica a medida como uma demonstração de "falta de compromisso" com a população e com o bem-estar dos trabalhadores.
Arcoverde não é apenas um município isolado; sua agência atende uma vasta rede de cidades vizinhas. Com o fechamento, o Sindicato alerta para um efeito cascata de problemas:
A unidade atual já opera no limite. Sem ela, o fluxo será redirecionado para agências em cidades do entorno, que não possuem estrutura para absorver a nova demanda.
Os funcionários das unidades remanescentes enfrentarão um aumento drástico no volume de trabalho, elevando o risco de adoecimento e estresse ocupacional.
Clientes que dependem do atendimento presencial especialmente idosos e beneficiários do INSS terão que percorrer longas distâncias para realizar operações básicas.
"A medida revela o descaso do banco com uma região estratégica, priorizando apenas o lucro em detrimento da função social que uma instituição financeira deveria exercer", afirma a entidade sindical.
Na tentativa de barrar o fechamento, o Sindicato, por meio de sua subsede em Arcoverde, iniciou uma ofensiva política. No último dia 1º de abril, representantes da categoria reuniram-se com o prefeito Zeca Cavalcanti.
Durante o encontro, o gestor municipal mostrou-se sensível à pauta e discutiu estratégias para articular apoio político junto a esferas superiores, visando pressionar a diretoria do Itaú a reconsiderar a saída do município.

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