Combustível em Alta: Como a Geopolítica no Oriente Médio Pesa no Bolso dos Pernambucanos

Posto de Combustível / Imagem Gazeta



 A instabilidade no Oriente Médio deixou de ser apenas uma notícia distante para se tornar uma preocupação real nos postos de combustíveis de Pernambuco. O acirramento das tensões entre Irã e Estados Unidos atingiu em cheio o preço do barril de petróleo, e o reflexo em solo pernambucano foi imediato.

Diferente de outras regiões do Brasil, o Nordeste possui uma dependência menor da Petrobras. Cerca de 60% a 65% do nosso combustível vem de importadoras ou de refinarias privadas, como a Acelen (Refinaria de Mataripe, na Bahia). Como essas empresas seguem estritamente os preços internacionais, qualquer variação no mercado global chega às bombas em questão de dias.
No Recife e Região Metropolitana, os motoristas já encontram preços que desafiam o orçamento: Gasolina Comum: Flutuando entre 7.45 a 7,49.
 Diesel: Variando entre 6.79 a 7,19.
  • O problema não para no tanque do carro. Segundo economistas, Pernambuco é um estado extremamente dependente do transporte rodoviário para sua logística. Isso significa que, quando o diesel sobe, o frete dos alimentos e produtos comerciais também fica mais caro.

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