Brasil lidera ranking de casos de dengue entre os países das Américas com mais de 80% de registros


 Até o momento, o Brasil tem mais de 3 milhões de casos de dengue registrados e 1,3 mil óbitos. De acordo com o biólogo Jubilut, mestre em Ciência e Tecnologia Ambiental e professor no Aprova Total, nos anos que aconteceu o El Niño houve uma explosão do número de casos de dengue – fenômeno também associado às mudanças climáticas e ao aquecimento do planeta.

“2023 foi o mais quente da história e os mosquitos adoram o calor. É nesse clima que se reproduzem, se alimentam e circulam mais. Além disso, temos visto chuvas mais fortes. E basta uma tampa de refrigerante com água parada para que a fêmea do mosquito deposite seus ovos”, explica Jubilut.

Um outro ponto que o especialista cita é a urbanização acelerada no Brasil, mas sem estrutura para tratamento de esgoto, água e lixo. “Além disso, temos cidades cada vez mais quentes – com concreto e asfalto – formando ilhas de calor, que também beneficiam a reprodução dos mosquitos”, aponta.

Somado a esses problemas, também há a falta de políticas públicas para lidar com a crise. A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu, em janeiro de 2023, uma nota sobre a dengue e o risco de se tornar uma pandemia, por conta das mudanças climáticas. Todos os países foram avisados.

“Com essa informação, o Ministério da Saúde poderia ter tomado medidas como: antecipar a compra e aplicação das vacinas Qdenga. As vendas só foram autorizadas em março do ano passado e chegaram ao SUS em dezembro; Distribuição de verbas para estados e municípios lidarem com a crise; Construção de ambulatórios para atender casos graves”, reforça.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Dois acidentes deixam vítimas em estado grave na região de Cajazeiras

  Dois acidentes registrados na tarde deste sábado (20) na região de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, deixaram vítimas em estado grave. As ...