Deputado Gilmar Júnior diz que Márcia Conrado está equivocada ao falar que os municípios não terão como pagar o piso da Enfermagem

Foto: Melissa Fernandes/Folha de Pernambuco

O deputado estadual Gilmar Júnior (PV) avaliou como "equivocado" o discurso da presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT). Ela avisou que quase nenhum dos 184 municípios pernambucanos terá condições de pagar o piso da enfermagem. Calculou que os R$ 7,3 bilhões a serem liberados pelo Governo Federal para Estados e municípios é insuficiente. Seriam necessários R$ 10,6 bilhões, segundo ela. "Pagar o piso será cumprir a lei. Não é benesse, não é favor. 

Nós estaremos vigilantes, porque os governantes terão os valores repassados pela União", registrou o deputado, ontem, em entrevista à Rádio Folha. Gilmar Júnior lembrou que algumas prefeituras já fizeram dotação orçamentária para honrar o pagamento do piso, e citou como exemplos Belém de Maria, no Agreste, e Quixaba, no Sertão, "Temos municípios que precisam de mais e outros que não precisam de absolutamente nenhum recurso. 

Se você não se preocupa com os profissionais de enfermagem, você não tem preocupação real com seu município", pontuou. O deputado, que é também presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Estado (Coren-PE), enfatizou que o Ministério da Saúde vai editar portaria detalhando os critérios para definir o valor que cada município deverá receber, e ele será proporcional ao número de profissionais. Em Pernambuco são 134 mil trabalhadores, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares. O Estado tem o segundo maior polo médico do país. "Compete à governadora dialogar com a União e preencher os requisitos para receber a verba adequada. O que não vai poder acontecer é Estado ou município se recusar a pagar. 

Será lei e tem que ser cumprida".  O deputado também se coloca à disposição dos gestores para dialogar e traçar estratégias que assegurem o pagamento à categoria. O projeto aprovado fixa em R$ 4.750, o salário dos enfermeiros; R$ 3.325; o dos técnicos e R$ 2.375, auxiliares e parteiras. Uma luta de mais de três décadas.


Via; Folha de Pernambuco

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